Cerejeira-do-Japão (Prunus X serrulata 'kwanzan' LINDL)

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Foto 1: aspecto geral da árvore


Como se pode observar, trata-se de uma árvore de folha caduca, porte médio e floração decorativa, muito utilizada em paisagismo.


Classificação:

Divisão: Magnoliophyta
Subdivisão: Magnoliophytina (Angiospermae)
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
Espécie: Prunus serrulata LINDL.
Cultivar descrito: Prunus X serrulata 'kwanzan'
Nome(s) comum(s): cerejeira-do-Japão, cerejeira-japonesa

Distribuição: Originária provavelmente da parte central da China, é venerada no Japão (um dos seus símbolos) e foi introduzida na Europa apenas no séc. XIX. Tem uma boa distribuição entre nós, sendo muito apreciada como planta ornamental.

Época de Floração: Abril - Maio

Forma geral: Sendo uma espécie de crescimento rápido, tem uma altura que vai dos 6m (por volta dos 10 anos de idade) aos 12 a 15m na idade climácica, uma copa aberta e uma raíz oblíqua. Prefere solos com boa drenagem e tem alguma preferência por solos profundos, húmidos e ricos em húmus. Apesar de ser tolerante à sombra, prefere espaços de exposição total.

Tronco: Cilíndrico, delgado, simples e curto, com casca rugosa, de cor acinzentada com recortes horizontais proeminentes - lenticelas ou lentículas (formações porosas que se apresentam na epiderme das plantas lenhosas e que funcionalmente substitui os estomas).


foto 2: tronco com lenticelas

Folhas e Ramos: As folhas são caducas, alternas, com nervuras bem marcadas, ovadas a oblongo-ovadas, acuminadas e margens serrilhadas, com longos dentes pontiagudos, dispostas em ramos sub-ramificados.


foto 3: flores e folhas

Flores: Desabrocham antes das folhas (ou em simultâneo) e desabrocham em grupos de duas a cinco, em inflorescências (rácimos). Não têm perfume e podem ser simples ou dobradas, de cor branca ou em diversas tonalidades de rosa, de acordo com o cultivar (neste caso, a tonalidade dominante é a cor-de-rosa).


foto 4: a exuberância das suas flores


Frutos: São drupas, com forma globosa a ovóide com casca brilhante, de cor vermelha escura a preta e, tal como as "parentes" cerejeiras, a sua polpa é carnosa e adocicada, envolvendo uma única semente. Acontece é que muitas cultivares desta espécie (como a aqui retratada) raramente frutificam, o que poderá ser uma vantagem.

Interesse paisagístico: É óbvio que o principal interesse nesta espécie residirá, em primeiro lugar, na sua floração (mais ainda do que na sua flor em particular) com flores duplas de dimensões generosas. O porte, a casca e a folha Outonal são outros aspectos interessantes a ter em conta.


Locais em Chaves onde se podem observar exemplares desta espécie: Em espaço público, saliento as cerejeiras-do-Japão dos alinhamentos (nas duas margens) da Rua Xavier Teixeira que, partindo do Largo do Monumento, se prolongam (pela margem esquerda) para a Rua dos Bombeiros Voluntários até quase à Rotunda (ou Largo) da Maria Rita ou os exemplares existentes na Rua de Santo António, do Jardim do Bacalhau para a Praça General Silveira (antigo e saudoso Jardim das Freiras).

Aqui convém salientar que se trata, na sua maioria, senão na totalidade de P. serrulata enxertado em P. avium (mais resistente ás adversidades do crescimento em espaço urbano de uso intenso e perfeitamente compatível como 'cavalo' de um 'garfo' mais nobre (?)). Estas características, aliadas à ausência de fruto reúnem as condições essenciais para que o conjunto seja um excelente candidato a árvore de alinhamento.



Foto 5: Aspecto panorâmico da Rua Xavier Teixeira e Avenida dos Bombeiros Voluntários



Foto 6, 7 e 8: Os exemplares mais vistosos da 'sakura' flaviense, na Rua Xavier Teixeira


Foto 9: Um dos três exemplares plantados na Rua de S. António

Destaco ainda (não só pela quantidade, mas também pela qualidade do conjunto) os exemplares que se encontram no Parque Botânico e Zoológico (e Parque de Campismo do Clube de Campismo e Caravanismo de Chaves) da "Quinta do Rebentão".

Fotos 10, 11 e 12: Aspecto geral dos exemplares que ornamentam o espaço das piscinas da Quinta do Rebentão

Um passeio pela cidade revelará também a existência de muitos exemplares de boa qualidade, dispersos em espaço privado.


Foto 13: Cerejeira-do-Japão num espaço particular.



Curiosidades:

- É a árvore-símbolo do Japão.

- Entre as cultivares mais importantes encontram-se os denominados: 'Amonogawa', 'Kwanzan', 'Kiku-shidare', 'Shirofugen', 'Shirotae', 'Tai Haku', 'Royal Burgundy', 'Shogetsu', 'Ukon' e 'Snowgoose'.

- É uma das espécies que se presta ao culto dos 'Bonsai'.

- Sakura (kanji ou hiragana) é o nome japonês dado às cerejeiras em flor, pertencentes à espécie Prunus serrulata. É um amuleto de boa sorte e é também um emblema de amor, afeição e representa a primavera.

- Todos os anos, é costume acompanhar-se a 'sakura zensen' (o "tsunami" de floração das cerejeiras) conforme avança para Norte com a chegada do tempo quente (de Okinawa em Janeiro a Quioto e Tóquio no fim de Março ou início de Abril) "atingindo" Hokkaido algumas semanas depois. Este fenómeno é o despoletar de um frenesin tradicional entre Os japoneses, que acompanham as previsões sobre a frente quente e saem de casa em grandes números para ir aos parques, santuários e templos com a família e com os amigos para festejar e apreciar as flores - os festivais 'Hanami' (realizados desde o séc. III) celebram a beleza da cerejeira e, para muitos, são uma oportunidade de relaxar.

- A maioria das escolas japonesas e dos prédios públicos são ornamentados por cerejeiras uma vez que a 'sakura' coincide ainda com o início do ano fiscal e do ano escolar.

- O Japão imperial frequentemente plantava cerejeiras como forma de "reclamar aquele espaço como território japonês".



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Fontes:

+ PRUNUS SERRULATA NA WIKIPÉDIA
+ CHAVES: QUINTA DO REBENTÃO, no blogue CHAVES de Fernando Ribeiro
+ Campanha “O Nosso Parque Botânico – Um flaviense, Uma árvore” da Câmara Municipal de Chaves (onde destaco o link directo para a lista de espécies recomendadas)
+ A 'SAKURA' JAPONESA;
+ O PORTAL DO JAPÃO.

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4 comentários:

  1. Oi Fernando
    Adorei ler sobre as cerejeiras .
    Além de lindas enfeitam a cidade com o tsunami da floração rosa , maravilhosa!
    Obrigada por compartilhar
    Que o Japão se recupere rápido pra ver suas cerejeiras em flor.
    abraços

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  2. Fernando Reis,
    Muito obrigada por me deixar ver as suas "sakuras". Belíssimas as imagens e as flores.
    A explicação desde: a origem à sua floração no Japão, até à viagem da própria floração "de Okinawa em Janeiro a Quioto e Tóquio no fim de Março ou início de Abril" como se de pássaros se tratassem revela uma poesia e beleza intransponíveis.

    Adorei a aproximação da lente à pequena rosa/flor de cerejeira.
    Já tentei ter bonsais mas morrem todos... é uma tristeza, requerem uma atenção que não sei dar. No entanto, enquanto duram emebelezam o meu olhar.
    Bem-haja por esta lembrança! :)

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  3. Parabéns pelo blog e pela compilação de informação, aqui disponível a todos.
    beijo

    Ana Miguel

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